Por corrigir os Dez Mandamentos.
Por embelezar a Pôncio Pilatos e colocá-lhe uma fita ao chapéu.
Por recolocar penas e dourar a asa direita do Anjo da Guarda.
Por renovar o céu, pintar e ajustar as estrelas e limpar a Lua.
Por avivar as chamas do Purgatório e restaurar almas.
Por voltar a ascender o fogo do inferno, pôr um rabo ao Diabo,
compor uma peçonha e fazer varias minudências aos condenados.
Por colocar um Cardeal e vários arranhões ao filho de Tobias e limpar sua sacola de viagem.
Por limpar as orelhas à burra de Balaão e colocar-lhe ferraduras.
Por remendar a camisa ao filho de Tobias.
Por colocar uma pedra nova ao estilingue de David, manchar a cabeça de Goliat e alongar-lhe as pernas.
(Texto da fatura que um pintor conhecido como Potriquín passou ao padre de Corullón – Espanha – por restaurar santos e imagens da Igreja de Villafranca del Bierzo en 1931 e pelo que cobrou a importância de 314 pesetas. Citado no livro “Poemas plagiados” do poeta e amigo Esteban Peicovich)
Veja AQUI qual é a proposta dos "poemas dos outros"
ESCRITOS DO GABRIEL
(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )
"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."
Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )
"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."
Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Honrar à vida
Na minha visita a Buenos Aires, assisti a um espetáculo que no final destacou a música de Eladia Blasquez, "Honrar la vida"... Ela já foi cantada por Mercedes Sosa e queria compartilhar sua letra, sua emoção e mensagem, na minha tradução... (No final, o vídeo de Mercedes Sosa, ao vivo).
Honrar à Vida
Eladia Blázquez
Não! Permanecer e transcorrer
não é perdurar, não é existir
nem honrar à vida!
Há tantas maneiras de não ser,
tanta coincidência sem saber
adormecida.
Merecer a vida não é calar nem consentir,
tantas injustiças repetidas...
É uma virtude, é dignidade!
E é a atitude de identidade mais definida!
Isso de durar e transcorrer
não nos dá direito de enaltecer.
Porque não é o mesmo que viver...
Honrar à vida!
Não! Permanecer e transcorrer
nem sempre quer sugerir,
honrar à vida!
Há tanta pequena vaidade,
em nossa tola humanidade
enceguecida.
Merecer a vida é erguer-se na vertical,
além do mal, das quedas ...
É como dar à verdade,
e a nossa própria liberdade
as boas-vindas! ...
Isso de durar e transcorrer
não nos dá direito de enaltecer.
Porque não é o mesmo que viver...
Honrar à vida!
sábado, 6 de março de 2010
Poemas dos outros

As meninas
Rosa e Azul, mostra na vibração da superfície e das cores vivas que compõem os vestidos das meninas toda a vivacidade e a graça instintivamente feminina que se esconde atrás da convenção da pose, todo o frescor e a candura da infância. As meninas quase se materializam diante de observador, a de azul com o seu ar vaidoso e a de rosa com um certo enfado, quase beirando as lágrimas.
(Texto junto ao quadro "As Meninas Cahen d'Anvers", conhecido como "Rosa e Azul", pintado por Renoir em 1881 – exposto no MASP)
Rosa e Azul, mostra na vibração da superfície e das cores vivas que compõem os vestidos das meninas toda a vivacidade e a graça instintivamente feminina que se esconde atrás da convenção da pose, todo o frescor e a candura da infância. As meninas quase se materializam diante de observador, a de azul com o seu ar vaidoso e a de rosa com um certo enfado, quase beirando as lágrimas.
(Texto junto ao quadro "As Meninas Cahen d'Anvers", conhecido como "Rosa e Azul", pintado por Renoir em 1881 – exposto no MASP)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Poemas dos outros
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Poemas dos outros (25)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Poemas dos outros (24)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Poemas dos outros (23)
Bem-vindoSeja bem-vindo ao mundo em que nada está pronto. Seja bem-vindo ao mundo que o hoje vale por dois amanhãs. E seja lá o que você queira fazer, transformar, mudar, mexer, o importante é que você faça logo, sem medo. Encontre um vazio e preencha. Use sua energia natural. Está na sua mão, é com você. Aproveite que o mundo não está pronto e ame, beije, divirta-se, questione, transforme, recicle, repense, faça. O mundo muda. A gente muda.
No mundo em que nada está pronto, nada está pronto. Seu cabelo não está pronto, sua roupa não está pronta, a cidade não está pronta, a pizza pronta não está pronta, seus amores, seu sonho, seu café, nada está pronto. O escultor olhou para sua obra-prima e disse está pronta. Não estava. E continua não estando pronta.
No mundo em que nada está pronto, a interrogação vem sempre antes da exclamação e o ponto final anda sempre acompanhado dos seus dois irmãos gêmeos. No mundo em que nada está pronto, nada está pronto. Nem esse manifesto. Seja bem-vindo ao mundo em que nada está pronto.
(Texto da campanha publicitária do refrigerante Novo Kuat)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Poemas dos outros (22)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Poemas dos outros (20)
Bem-vindoSeja bem-vindo ao mundo em que nada está pronto. Seja bem-vindo ao mundo que o hoje vale por dois amanhãs. E seja lá o que você queira fazer, transformar, mudar, mexer, o importante é que você faça logo, sem medo. Encontre um vazio e preencha. Use sua energia natural. Está na sua mão, é com você. Aproveite que o mundo não está pronto e ame, beije, divirta-se, questione, transforme, recicle, repense, faça. O mundo muda. A gente muda.
No mundo em que nada está pronto, nada está pronto. Seu cabelo não está pronto, sua roupa não está pronta, a cidade não está pronta, a pizza pronta não está pronta, seus amores, seu sonho, seu café, nada está pronto. O escultor olhou para sua obra-prima e disse está pronta. Não estava. E continua não estando pronta.
No mundo em que nada está pronto, a interrogação vem sempre antes da exclamação e o ponto final anda sempre acompanhado dos seus dois irmãos gêmeos. No mundo em que nada está pronto, nada está pronto. Nem esse manifesto. Seja bem-vindo ao mundo em que nada está pronto.
(Texto da campanha publicitária do refrigerante Novo Kuat)
Veja AQUI qual é a proposta dos "Poemas dos outros"
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Poemas dos outros (19)
"O leite coalhado limpa o organismo do homem; dentro dele, alarga sua vida. Os maiores arcanos sabem estar a nosso redor; também algumas maravilhas; o costume dispensa a consciência, olhamos sem ver e, o que é pior, acreditando que nada resta por ver e vamos ao que é remoto, menos inalcançável que o imediato, a procura de esfinges e de maravilhas. O elixir da longa vida, de alguns contos e de algumas falhas de nossa desesperança, é por todos conhecido: O LEITE COALHADO, alimento de Matusalém."
(Primeiro parágrafo do folheto para a propaganda “O leite coalhado” que os escritores Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares escreveram em 1936 por encargo da empresa de laticínios “La Martona”, propriedade de um tio de Bioy. Inventaram uma família búlgara para argumentar o “Estudo Dietético Sobre os Leites Ácidos” e a coalhada, além de apresentar casos e dados apócrifos com tiradas repentinas. No suposto discurso científico, empregam absurdas e hipotéticas citações de autoridades, receitas e até frases bíblicas. Nascia assim uma grande parceria para a ficção...).
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Poemas dos outros (18)
Habitantes1. Juliann, de 15 anos, colecionava jornais.
2. Karen, de 10 anos, brincava com outras crianças.
3. Karen, de 21 anos, mãe, adorada pelas pessoas.
4. Karen, de 30 anos, entrou para a terapia.
5. Sandy, de 18 anos, era comilona.
6. Julie, de 13 anos, reclamava de dores nas pernas.
7. Katherine, de 34 anos, mantinha a família de Karen unida.
8. Ann, de 16 anos, era muito religiosa.
9. Elise, de 8 anos, estava sempre de bem com a vida .
10. Karl, de 10 anos, menino que substituía Miles quando as dores do abuso sexual eram extremas.
11. Miles, de 8 anos, apareceu quando a dor pelo abuso sexual aflorou na terapia.
12. Thea, de 6 anos, nasceu doente.
13. Holdon, de 34 anos, figura paterna.
14. Claire, de 7 anos, foi a primeira a contatar o psiquiatra.
15. Sidney, de 5 anos, brincava como um menino.
16. Jensen, de 11 anos, distraía Karen enquanto ela sofria abuso sexual.
17. Karen Boo, de 2 anos, sentia a dor das surras de infância de Karen.
(As 17 personalidades da paciente - que recebeu o pseudônimo de Karen Overhill - do Psiquiatra Richard Baer. Após 18 anos de sessões de analise terapêutica, seu quadro de Desordem de Identidade Dissociativa está contado no livro Switching Time (Tempo de Trocar))
Veja AQUI qual é a proposta dos "Poemas dos outros"
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Poemas dos outros (17)
AmorDe Papel; Algodão; Couro ou Trigo; Flores, Frutas ou Cera; Madeira ou Ferro; Açúcar ou Perfume;
Amor
De Latão ou Lã; Barro ou Papoula; Cerâmica ou Vime; Estanho ou Zinco; Aço; Seda ou Ônix;
Amor
De Linho ou Renda; Marfim; Cristal; Safira ou Turmalina; Rosa; Turquesa; Cretone ou Água Marinha;
Amor
De Porcelana; Zircão; Louça; Palha; Opala; Prata; Alexandrita; Crisoprásio; Hematita; Erva; Pérola;
Amor
De Nácar; Pinho; Crizopala; Oliveira; Coral; Cedro; Aventurina; Carvalho; Mármore; Esmeralda;
Amor
De Seda; Prata dourada; Azeviche; Carbonato; Rubi; Alabastro; Jaspe; Granito; Heliotrópio e Ouro.
(Nomes dos 50 primeiros anos de comemoração de bodas de casamento)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Poemas dos outros (16)
IndizívelInefável,
indizível,
indescritível,
inaccessível,
impenetrável,
inexplicável,
inexpressável,
indefinido,
inimaginável,
insondável,
inconcebível,
inaveriguável,
incognoscível.
(Lista encontrada postumamente nos cadernos da escritora argentina Alejandra Pizarnik, descrevendo sinônimos e idéias afins sobre aquilo que não se pode dizer. Após algumas internações em clinicas psiquiátricas, se suicidou aos 36 anos).
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Poemas dos outros (15)
Luar“Escolhi o dia 20 de abril porque é justamente na lua cheia. Uma alegria você poder contemplar aquele luar espetacular"
(Palavras do Padre Adelir de Carli planejando sua saída no vôo com 500 balões com gás, que iria de Paranaguá, litoral do Paraná, até Dourados, no Mato Grosso do Sul em 2008. Seu corpo foi localizado, após meses de busca, no Rio de Janeiro.)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Poemas dos outros (14)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Poemas dos outros (13)

Certezas biodegradáveis
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã.
(Cabeçalho do Blog da jornalista de Florianópolis, Ana Paula Luckman)
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã.
(Cabeçalho do Blog da jornalista de Florianópolis, Ana Paula Luckman)
Veja AQUI qual é a proposta dos "Poemas dos outros"
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Poemas dos outros (12)
CrisesÁrvore. Asfalto.
Mar. Caneta.
Tem um urubu enorme
sobrevoando as nossas cabeças...
Você não viu aquele gnomo que
passou correndo por aqui?
O teto está cheio de bolhas...
e os caranguejos estão descendo
pela parede.
Eles vão me pegar!
O mundo conspira contra mim.
Vou te contar um segredo:
tenho poderes para-normais.
Sei tudo o que você está pensando
sobre mim.
(Relatos de dois esquizofrênicos recordando seus momentos de surto.)
Veja AQUI qual é a proposta dos "Poemas dos outros"
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Poemas dos outros (11)
PassosPalmas da mão
Dorso
Espaço entre os dedos
Polegar
Articulações
Unhas e pontas dos dedos
Punhos
(Cartaz de instruções e desenho para a técnica de “lavagem das mãos”)
Veja AQUI qual é a proposta dos "Poemas dos outros".
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Poemas dos outros (10)
É dividida em corpo, asas, braços ou descanso, pescoço ou inferno e cabeça, céu ou lua. Também pode ser com casas numeradas e no Céu, descanso. Jogam impelindo com um único pé uma pedra chata até a Lua e volvendo ao princípio do corpo, a primeira casa, sem socorrer-se do outro pé. Apenas no descanso é permitido pôr um pé de cada lado. Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome. Nestas casas com "proprietário", nenhum outro pode pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.
(Algumas instruções para “O jogo da amarelinha”)
Veja AQUI qual é a proposta dos "Poemas dos outros"
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