ESCRITOS DO GABRIEL

(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )



"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."

Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Torre de Babel de Livros



Na minha recente ida na Feira Internacional do Livro em Buenos Aires, eleita capital mundial do livro 2011 pelo Unicef, acompanhei (e registrei) a inauguração na Praça San Martin (a metros do apartamento onde morou o escritor argentino Jorge Luis Borges), da estrutura de 25 metros de altura da batizada “Torre de Babel de Livros”, da artista plástica pop Marta Minujin.
Foram necessários mais de 30 mil livros para recobrir a estrutura metálica, impressos em diferentes paises, com diferentes idiomas e temáticas. Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção  da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha  pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista, pioneira do maior movimento artístico dos anos  1960 na Argentina, o Instituto Di Tella.
A criadora declarou que o propósito foi ir contra o mito da Torre de Babel, onde os homens tentaram construir uma estrutura para chegar ao céu. Sabendo disto, Deus os fez falar diferentes línguas para a idéia não prosperar. “Quero contrariar esta idéia e que os homens voltem a falar o mesmo idioma. Convertê-lo em dialogo...”, declarou.
Durante uma visita guiada, os visitantes ouvem uma gravação com a palavra “livro” dita em vários idiomas. Após o passeio entre livros, eles recebem uma cópia do conto “A biblioteca de Babel”, do Borges.
Para que a instalação não seja danificada, o Governo decidiu organizar as visitas por grupos. Elas são gratuitas e agendadas no próprio local ou no site da Câmara Municipal de Buenos Aires.
A obra estará exposta ate o dia 28 de maio. No último dia de exposição da peça os visitantes podem  escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo. 

5 comentários:

Regina Carvalho disse...

A ideia é linda! Mas como protegem da chuva?bj

Colecionadora de Silêncios disse...

Olá, Gabriel.

Nossa! Isso foi genial, não? Fiquei olhando as imagens aqui e fascinada com tudo isso.

Obrigada por compartilhar conosco dessa experiência incrível.

Grande abraço. :)

Gabriel Gómez disse...

Regininha... se vc destaca a foto, consegue ver que cada livro esta protegido com um plástico...
Beijo!

Í.ta** disse...

que imagens lindas!

Cassandra disse...

Queria ter estado lá no sábado... (durante o dia!!! Porque à noite, minha alma alimentou-se não de letras, mas de vozes, risos, presenças e abraços insubstituíveis!)
Beijo.

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