
Nunca direi as palavras
de todos.
A língua desleixa, peregrina,
fica sem o céu
na boca
para voar.
O dentro
não cabe dentro.
Em vão escrevo.
A taxidermia da palavra
dura nada.
É barro sem o sopro
criador.
Os sons não abrem.
Apenas atravessam o silêncio
e o beijam, descalço.
O sotaque é o que
consegue fugir da voz.
Fora de mim
tudo se faz estrangeiro.
de todos.
A língua desleixa, peregrina,
fica sem o céu
na boca
para voar.
O dentro
não cabe dentro.
Em vão escrevo.
A taxidermia da palavra
dura nada.
É barro sem o sopro
criador.
Os sons não abrem.
Apenas atravessam o silêncio
e o beijam, descalço.
O sotaque é o que
consegue fugir da voz.
Fora de mim
tudo se faz estrangeiro.
4 comentários:
Gabriel.
Suas palavras SÃO únicas e especiais... seu olhar e coração não tem nacionalidade... voce sabe.
Talvez por conhece-lo um pouquinho, não posso aceitar que esta 'voz' seja a tua.
Mas... me rendo: o poema é lindo!
Beijo.
tenho gostado muito dessa metalinguagem que tens buscado.
abração, gabriel!
"... dentro de nós
Somos todos estrangeiros"...
Gostei do texto.
Abraços
Eu gostei bastante desse poema aqui.
Beijo
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