ESCRITOS DO GABRIEL

(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )



"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."

Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vira

Vira
teu relógio de areia,
de presente e passado,
que este grão
fica,
se demora na queda,
se exprime
de joelhos pelados,
e no vidro
que esvazia,
disse adeus
em voz baixa
e não passa
pelo estreito funil
que tantos
já passaram.

7 comentários:

Daniela Delias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriel Gómez disse...

Obrigado Daniela... Finalmente mandou teu recado... Espero ler mais... Apareça sempre!
Outro abraço.

Anônimo disse...

Um fora dado com poesia.
Adorei!

Cassandra disse...

Já comentamos rapidamente, mas tenho que bater o ponto...rsrs

O tempo corre e escorre, estamos dispersos na areia tentando não nos apagar - tudo se edifica sobre a areia!
Aquele que fica, da mesma forma que um grão de areia deixado em uma ostra, pode se transformar em uma pérola...

Beijo.

Gabriel Gómez disse...

Cassandra... Aquele grão de areia não vai com o resto... Apenas se preserva... E pelo fato de não querer tornar-se mais um, já é pérola!
Beijo.

Sandrio cândido. disse...

Que poema belissimo.

Gabriel Gómez disse...

Obrigado Sandro...
Seja Ben-vindo sempre!

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