ESCRITOS DO GABRIEL

(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )



"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."

Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Onde?

De onde um onde?

De onde pra onde
tua boca deixou a palavra
sem corpo?
De onde não voltas nunca?
Onde a voz apaga a dor?
Onde escondo o som
do que não está?
De que lugar um ponto
se faz rosto que vem a mim?
Que lábio atalho abrir
da porta fechada por fora?
Tantos braços
de abraços me habitam...
Aqui, minha caligrafia
ajusta meu entorno.
E sinto algo
agonizando nas mãos.


A ausência é um fenômeno
de velocidade variável.


Enquanto isso,
tua comida esfria
no prato.

5 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Excelente Gabriel...muito bom, gostei muito deste texto, vou até dar uma caminhada por aqui para ver mais coisas...

[]sss

Anônimo disse...

Onde tem gente sempre nova opinando, elogiando e conhecendo tua bela poesia?
Aqui!
Parabéns caro!

Gabriel Gómez disse...

Oi Rafael... Muito obrigado pela visita e tuas palavras.
Eu também vou caminhar por "Desce mais uma" e com certeza vão descer todas...
Abraço

Mai disse...

E se a comida esfria, a palavra aquece e se o tempo passa a poesia ocupa o lugar da ausência.

abraços.

Te encontrei pelaos caminhos da net.
Bom tê-lo encontrado.

Gabriel Gómez disse...

Obrigado Mai...Pelo encontro, pela poesia do comentário, por fazer parte dos escritos...
Seja Bem-vinda, o silêncio está de palavras abertas.
Abraço!

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