ESCRITOS DO GABRIEL

(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )



"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."

Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.

domingo, 28 de novembro de 2010

Teu nome

Uma lembrança em branco
resiste no teu nome.
Sem memória,
sem letras
nem cores mentirosas.

Chaga efêmera,
céu amordaçado,
boca dentro
do afeto
desaparecido.

E não te acha
porque não procura.
Por ser mais uma palavra
para esquecer,
uma imagem mordida
para unir-se a meus mortos
mais queridos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Como sempre: original, falando mais com menos. Já leu o poema "Seu nome" de Fabrício Corsaletti? Você quer esquecer, ele lembrar.
Dois estilos, dois grandes poetas!
Abraço.

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