ESCRITOS DO GABRIEL

(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )



"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."

Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.

sábado, 14 de novembro de 2009

Política e Literatura

Para muitos, política é um mal absolutamente necessário. Literatura é um bem absolutamente imprescindível. O restante é intermediário. Nesse contexto, o escritor é alguém que dedica seu trabalho para descobrir quem habita no seu interior, traduzindo-o em palavras, que recriam outro mundo e outro novo ser nesse universo paralelo. A valiosa criação que, na tentativa da sua arte, aventura-se a entender a si mesma, consciente e inconsciente, contando suas dores e alegrias como se foram de outros, e as histórias alheias como suas.
Mas, utilizar a escrita para criticar e mudar a realidade, ou para construir sua fantasia?


(Introdução ao texto "Dois tigres" onde comparo a escrita e pensamento de Borges e Neruda, publicado no meu livro "Borges e outras ficções")

2 comentários:

Í.ta** disse...

este foi um dos textos que mais me chamaram a atenção no teu livro.

acredito que para as duas coisas. que uma complementa a outra. mas eu gosto mais é do fantástico. porém, uma narrativa bem conduzida, sendo fantástica ou não, encanta.

grande abraço!

Gabriel Gómez disse...

Concordo Í.ta... Acredito também que em tempos de ditadura, a literatura, por necessidade, precisa ser contundente na sua sutileza.
Abraço.

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