ESCRITOS DO GABRIEL

(Tentar que nossas palavras sejam, através de nós ou, quiçá, apesar de nós.
Meus textos, meus rascunhos com erros... )



"Então, um dia comecei a escrever, sem saber que estava me escravizando para o resto da vida a um senhor nobre, mas impiedoso. Quando Deus nos dá um dom, também dá um chicote – e esse chicote se destina exclusivamente à nossa autoflagelação."

Introdução do livro Música para Camaleões, de Truman Capote.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O café Tortoni


O Café Tortoni foi, sem dúvida, um dos mais tradicionais e principais pontos de encontro de intelectuais e políticos de Buenos Aires.
Sua fachada de três andares, na clássica rua Avenida de Maio 829, é toda de ferro e vidro, com varandas em estilo francês. No primeiro andar funciona a Academia Nacional de Tango.
O café fica no térreo. É amplo e tem as paredes recheadas de quase cem quadros e gravuras. Ainda no térreo, estão também um salão de bilhar e um de shows. No subsolo funciona uma bodega onde há concertos de tango, de jazz e rock (já fui a vários...).
Ao redor das mesas do Tortoni já se sentaram (suas paredes ilustram isto...) o cantor Carlos Gardel, os escritores Federico Garcia Lorca e Jorge Luis Borges, o filósofo Ortega y Gasset, o pintor argentino Xul Solar, a escritora Alfonsina Storni e Roberto Artl, quem leu aqui, por primeira vez, um conto em público; além de diversos autores de tango e outras tantas personalidades veiculadas a cultura Argentina.
Seu nome é uma homenagem ao estabelecimento celebre situado desde 1798 no parisiense Boulevard des Italiens. Um francês de sobrenome Touan quis homenageá-lo e abriu o Tortoni portenho. Em 1884 começou a construir-se a Avenida de Maio e o café escolheu ficar nesta rua sua frente principal, já que antigamente era pela avenida Rivadavia, onde agora é sua porta traseira.
Como o Tortoni integra o circuito turístico de Buenos Aires, é visitado constantemente por estrangeiros e argentinos atraídos pela sua tradição, sem prejuízo de continuar aberto como mero e elegante bar de mesas e poltronas rodeadas de colunas de capitéis jônicos.
O Tortoni é uma celebridade entre os cafés do mundo, e seu abundante anedotário gerou tantas outras, que existem livros dedicados a estas inúmeras histórias e personagens.
Sem duvida, forma parte do mais puro património afetivo da cidade.
Não deixe de visitar...

8 comentários:

Rocío Martín disse...

Gabriel, me alegra haber leído tu comentario! Cómo me gustaría ser periodista y escritora!; mis escritos son sólo cosas que necesito expresar de alguna forma y la escritura es la que más me gusta.
También me gustaría saber portugués, así leería más fácilmente lo que publicás en tu blog.
Te invito a seguirme si lo deseas.
Saludos desde Argentina.

Rocío Martín disse...

Gabriel, me alegra haber leído tu comentario. Quisiera saber portugués, así entendería mejor lo que publicás, que creo que debe ser interesante. Muy lindas profesiones las tuyas.
Te invito a seguir mi blog si lo deseas.
Saludos desde Argentina.

Gabriel Gómez disse...

Rocio... Seas Bienvenida a mis escritos! Para facilitar a lectura de mis textos, hay una herramienta que se presenta encima, cada vez a vemos una página en otro idioma, es solo clicar donde dice traducir... La ivitación es mutua, o sea, vamos a seguirnos (y perdernos) en los silencios de cada palabra...
Otro desde Brasil.

Regina Carvalho disse...

AMEI!
E ainda penso nos morangos com creme, hehehe...
bj

Gabriel Gómez disse...

Com tantas novidades gastronômicas onde você está agora, pensar no clássico morangos com creme, só por ser o Tortoni mesmo...
Beijo e boas e refrescantes férias!

Cassandra disse...

Está no nosso roteiro? rsrsrs

Gabriel Gómez disse...

Sim!
Apenas um detalhe... Tomara que não tenha a costumeira fila de turistas na porta... Um simples café pode demorar mais lá fora que dentro... Bj.

Cassandra disse...

Mesmo assim parece que vale a pena!
Beijo e até amanhã.

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